JC Debate – Racismo Velado

O JC Debate aproveita a data 13 de maio de 2016 para discutir sobre a história da abolição e a questão do racismo presente ainda nos dias de hoje.

CONVIDADOS
1 – HÉLIO MENEZES – antropólogo e pesquisador do Núcleo dos marcadores sociais da diferença – NUMAS.
2 – DJAMILA RIBEIRO – pesquisadora e colunista do site Carta Capital.

Após interpretar 25 empregadas, Solange Couto denuncia racismo na dramaturgia

A atriz Solange Couto, 59, aderiu à campanha “Senti na Pele”, que no mês da Consciência Negra tem apresentado relatos de vítimas de racismo.

No ar em “Malhação – Seu Lugar No Mundo” (Globo) como Dona Vanda, ela foi fotografada com um quadro onde se lê: “37 papéis, 25 empregadas/escravas, 5 dançarinas, 7 não estereotipadas”.

Em entrevista ao ator Ernesto Xavier, um dos idealizadores do projeto, Solange afirmou que nunca havia observado os números. “Os diretores e as pessoas que me convidaram para esses trabalhos vão dizer ‘Sol, não foi isso. Nós te machucamos?’ Eles não se dão conta”, diz.

Após reclamar maior representatividade, finalizou: “Não estou triste com o meu trabalho, eu fiz magistralmente bem. Hoje em dia não tenho a menor razão para ser modesta”.

A atriz estreou na televisão em 1981, na novela “Os Imigrantes” e entre seus principais trabalhos estão Dona Jura, de “O Clone” (2001), Dalva, de “América” (2005) e Zulmira, de “A Viagem” (1994).

Disponível em: F5

Racismo na internet

As praticas das atitudes racistas devem ser punidas , mas com a modernização e a globalização, algumas pessoas sempre arranjam formas de demonstrar o preconceito pelas redes sociais .

Muitas dessas redes tem sofrido com isso, onde os usuarios usam esses espaços para soltar comentarios preconceituosos .

Cabe a nós mostrar que não foi a internet quem causou isso, mas ela serve como um meio de propagar esse tipo de comentario , se o racismo já faz parte da vida da pessoa, ela arrumará um jeito de expressa-lo, seja pessoalmente ou por meio das redes sociais.

Algumas pessoas sentem segurança ao propagar esse racismo por meio da internet , pois na maioria das vezes esses agressores não são identificados e nem punidos, segundo Maria Coraci, coordenadora do Núcleo de Combate á Discriminação da Defensoria Publica . “O problema é que o anonimato na internet dificulta, porque tem que pedir a quebra do sigilo para o site de relacionamento”.

Não há leis que foque o racismo na internet, mas se enquadra nas leis de racismo, por ser uma forma de propagar o racismo e o preconceito.

Hoje em dia, há modos para denunciar o racismo na internet sem ser identificado:

1-Enviar o link racista para o e-mail : racismo@sejdic.rj.gov.br .

2-Entrar em www.mp.sp.gov.br ir a seção “fale conosco”. Anexar texto e link no corpo do e-mail .

3-Enviar um e-mail para comunicacao@mp.sp.gov.br com o link .

4-Disque racismo (21)3399-1300.

Fonte: http://racismo-no-brasil.info/racismo-virtual.html

Alunas > Danielly, Lais e Beatriz – 2°C

Racismo nas novelas

No programa Na Moral do dia 17 de julho, artistas e estudiosos negros falaram sobre o racismo na TV e suas experiências, a maioria dolorosas. Entre eles estava o cantor Thiaguinho, as atrizes Taís Araújo e Zezé Mota, o ator Aílton Graça e o cineasta e pesquisador Joel Zito Araújo. Negros e negras falando sobre o racismo na TV. A única exceção foi o diretor Daniel Filho, que estava lá porque, no final da década de 1960, dirigiu a novela A Cabana do Pai Tomás, cujo protagonista era um escravo negro vivido por um ator branco (Sérgio Cardoso), que pintava o corpo, usava peruca e rolhas no nariz para compor o personagem. Daniel foi ao programa explicar esta escolha absurda que, obviamente, gerou polêmica, pois havia bons atores negros consagrados na época (a esposa de Pai Tomás, inclusive, era a atriz negra Ruth de Souza).

Outro exemplo recente e que merece destaque foi a cena da novela Geração Brasil, exibida ao final do capítulo do dia 22 de julho, exatamente antes do início do Jornal Nacional. Foi uma cena longa (pouco mais de 12 minutos de duração), que teve como centro uma conversa entre o personagem Brian Benson (vivido por Lázaro Ramos) e Matias (vivido pelo jovem ator Danilo Santos Ferreira). A cena se passa em um reality show chamado “Geração Nem-Nem” e trata do racismo que o jovem Matias sofreu na infância, o que contribuiu significativamente para que ele se tornasse mais um jovem nem-nem (nem trabalha, nem estuda).

* Cecília Bizerra Sousa é jornalista negra, mestra em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), integrante do Coletivo Intervozes e do Coletivo de Mulheres Negras Pretas Candangas. 

 

Observamos duas novelas da Rede Globo: Além do Tempo e Malhação.

Dos 32 atores da novela Além do Tempo, apenas 3 são negros.

Dos 44 atores da Malhação, apenas 6 são negros.

Profissões dos personagens: estudantes, diretor de escola, diarista, ex escravo e autônomo (trabalha fazendo bicos pelo vilarejo)

Emicida fala sobre o racismo no brasil

 

ANA CAROLINA, GABRIELI PAES, CAROLINE, FELIPE, BRUNO,LUCAS DANIEL, PAULO, GIAN, LEONARDO CARDOSO

 

 

Fontes:

http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/racismo-na-midia-entre-a-negacao-e-o-reconhecimento-4304.html/

http://gshow.globo.com/novelas/alem-do-tempo/personagem/

http://gshow.globo.com/novelas/malhacao/2015/personagem/